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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tipos de Estoques


A gestão de estoques é fundamental no gerenciamento da cadeia de suprimentos pois funcionam como amortecedores das incertezas de mercado e por conseqüência a variabilidade de demanda, porém é necessário equilibrar seus investimentos, evitando excessos ou faltas.

Existem vários tipos de estoques que podem ser classificados de acordo com as funções que desempenham, entre eles:

  • Estoques de Antecipação: são estoques criados procurando antecipar uma demanda futura prevista, tal como promoções, ou prevenção de alguma greve por exemplo.
  • Estoque de Tamanho de Lote: são gerados quando o tamanho de lote é maior do que o necessário. Ele é maior por várias razões, como por exemplo: descontos em função de compras em grande quantidade, lote mínimo do fornecedor ou de fabricação, redução dos custos de transportes e custos de administração.
  • Estoque de Transporte: existem em função de transportar os produtos de um lugar para outro, ou de uma fábrica para outra, ou da fábrica para o centro de distribuição ou a um cliente. Este estoque é proporcional ao tempo para efetuar o transporte e ao volume transportado.
  • Estoque de Especulação: são gerados quando certos produtos variam muito de preço e os compradores têm expectativa de aumento futuro. O objetivo é antecipar a ocorrência de escassez, criar valor ao produto e a correspondente efetivação do lucro.
  • Estoque de Flutuação ou Estoque de Segurança: tem a finalidade de prevenir perturbações na produção ou no atendimento a clientes, relacionadas com o esvaziamento do estoque resultante da demanda ou do lead time serem maiores que o esperado.



Fonte: Alvim, S. Gestão de estoques. Arq. Texto. Site NEWSLOG, Mar. 2005. Disponível em: <http://www.newslog.com.br/site/default.asp?

sábado, 5 de novembro de 2011

LOTE ECONÔMICO DE COMPRA - LEC


Segundo CORRÊA, o LEC (lote econômico de compra) também denominado EOQ (economical order quantity) gira em torno de um ponto ideal, onde a compra será mais econômica para a empresa. De acordo com o autor, esse ponto, é o que possui menor custo total quando ocorre uma equivalência entre o custo do pedido e o custo de posse. O lote econômico visa determinar o número ideal de pedidos a serem feitos e a quantidade ideal de cada lote.

Segundo VIANA, o lote econômico pode ser calculado pela fórmula: LEC = raiz[(2 x D x P) / M] Onde:
·         D = quantidade do período em unidades
·         P = custo de pedir, por pedido = custo unitário do pedido de compra
·         M= custo de manter estoque no período, por unidade
·         M = CMA (custo de manter armazenado)
* PU (preço unitário do material)

Segundo GITMAN, a fórmula do lote econômico de compra provém do encontro entre a fórmula do custo do pedido e do custo de manter em estoque, que ele chama de custo de carregamento. A seguir as fórmulas de cada custo, bem como o encontro das fórmulas que origina a fórmula utilizada do lote econômico de compra:
a) Custo de Pedir = P x (D/Q), onde P é o custo de pedir por pedido, D é o consumo em unidades do pedido e Q é a quantidade do pedido
b) Custo de Manter = M x (Q/2) é o custo de manter do estoque, Q é a quantidade do pedido e com isso Q/2 é o estoque médio do material
c) Custo Total = Custo do Pedido + Custo de Manter = [P x (D/Q)] + [M x (Q/2)].
Sabendo-se que o lote econômico é o ponto de equalização entre o custo de pedir e o custo de manter que apresentará o menor custo total, têm-se a seguinte fórmula: [P x (D/Q)] = [M x (Q/2)] onde, (P x D) / Q = (M x Q)/2 onde, 2 x (P x D) = Q x (M x Q) onde, [(2 x P x D) / M] = Q x Q onde, Q = LEC = raiz[(2 x D x P) / M] 3.


Exemplo:
Uma loja vende 18 unidades semanais de um secador de cabelos para viagem, que custa R$ 60 a unidade e tem custo de colocação de pedido de R$ 45. Manter o secador em estoque durante um ano custa 25% do valor do produto e a loja opera 52 semanas por ano.
Aplicando a fórmula:
L = sqrt[(2*18*45*52)/(60*0,25)] = 75 unidades

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Estratégias de Produção



Estas estratégias são classificadas dependendo do grau com que o cliente final participa na definição do produto (geralmente nas provas o nome é solicitado em inglês).

  • Produção para Estoque (MTS – Make to Stock) – Caracteriza os sistemas que produzem produtos padronizados, baseados principalmente em previsões de demandas. Nesse caso, nenhum produto é customizado, pois o pedido é feito com base no estoque de produtos acabados. Isso significa que a interação direta dos clientes com o projeto dos produtos é muito pequena ou inexistente. Os sistemas MTS têm como principal vantagem a rapidez na entrega dos produtos, mas os custos com estoques tendem a ser grandes e os clientes não têm como expressar diretamente suas necessidades a respeito dos produtos. Nesses sistemas, os ciclos de vida dos produtos tendem a ser relativamente longos e previsíveis.
  • Montagem sob Encomenda (ATO – Assembly to Order) – Caracteriza os sistemas em que os subconjuntos, grandes componentes e materiais diversos são armazenados até o recebimento dos pedidos dos clientes contendo as especificações dos produtos finais. A interação dos clientes com o projeto dos produtos é limitada. Nos sistemas ATO as entregas dos produtos tendem a ser de médio prazo e as incertezas da demanda (quanto ao mix e volume dos produtos) são gerenciadas pelo excesso no dimensionamento do estoque de subconjuntos e capacidade das áreas de montagem.
  • Produção sob Encomenda (MTO – Make to Order) – O projeto básico pode ser desenvolvido a partir dos contatos iniciais com o cliente, mas a etapa de produção só se inicia após o recebimento formal do pedido. A interação com o cliente costuma a ser extensiva e o produto está sujeito a algumas modificações, mesmo durante a fase de produção. Num sistema MTO, os produtos geralmente não são um de cada tipo, porque usualmente os produtos são projetados a partir de especificações básicas. Os tempos de entrega tendem a ser de médio a longo prazo e as listas de materiais são usualmente únicas para cada produto.
  • Engenharia sob Encomenda (ETO – Engineering to Order) – É como se fosse uma extensão do MTO, com o projeto do produto sendo feito quase que totalmente baseado nas especificações do cliente. Os produtos são altamente customizados e o nível de interação com o cliente é muito grande. No entanto, o lead time de entrega é maior que as estratégias de produção anteriores. 


Fonte: Bremer, C. F; Lenza, R. P. Um modelo de referência para gestão da produção em sistemas de produção assembly to order - ato e suas múltiplas aplicações Arq. Texto. 

sábado, 8 de outubro de 2011

ISO 9000



 A série de parâmetros ISO 9000 é: 

A. é específica e pode ser adaptada às necessidades de qualquer organização de produção ou serviço. 
B. é específica e só pode ser adaptada às necessidades de organizações de produção. 
C. é genérica e pode ser adaptada às necessidades de qualquer organização de produção ou serviço. 
D. é genérica e só pode ser adaptada às necessidades de organizações de serviço. 


Você sabe?




R.: C

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Produção puxada e empurrada – Conceito e aplicação

POR GUSTAVO PERIARD,

Você sabe o que significam os termos “Produção puxada” e “Produção empurrada”? Este é um assunto de grande importância para o planejamento de produção das empresas. Dois modelos distintos que determinam diversos aspectos em uma empresa.
É um conceito muito cobrado, também, em concursos públicos, como foi no último concurso da Petrobrás, realizado no dia 16/05/10. Por isso, trouxe um pouco do conceito e aplicação destes modelos de produção para vocês. Acompanhem:

O que é Produção Empurrada?

Do inglês “push system”, o sistema de Produção Empurrada é determinado a partir do comportamento do mercado.Neste modelo, a produção em uma empresa começa antes da ocorrência da demanda pelo produto. Ou seja, a produção depende de uma ordem anteriormente enviada, geralmente advinda de um sistema MRP (Material Requirement Planning). Após o recebimento de tal ordem, é feita a produção em lotes de tamanho padrão. Aqui não existe qualquer relação com a real demanda dos clientes da empresa.
O chamado fluxo contínuo de produção também não tem importância neste modelo de produção, uma vez que a produção ocorre isoladamente em cada unidade fabril utilizada no processo. Desta forma, é enviada uma ordem de produção ao setor responsável, que produz os itens e depois os “empurra” para a próxima etapa do processo produtivo, daí o nome “produção empurrada”. O controle do que deve ser produzido, qual quantidade e em que momento, é realizado pelo MRP.
Os lead times deste tipo de produção precisam ser conhecidos antecipadamente, uma vez que as quantidades produzidas sem o conhecimento da real demanda dependerão dos materiais fornecidos. A produção empurrada é conhecida como um sistema de inventário zero, mesmo isto não sendo um fato real.
Este modelo de produção surgiu no início da era industrial, onde a qualidade dos produtos não importava muito, uma vez que existia uma demanda praticamente infinita em um mercado sem competição. O volume dos produtos produzidos para atender à esta demanda era a única preocupação das indústrias.
Produção puxada e empurrada   Conceito e aplicação
Quando da implementação de um Sistema Kanban em uma empresa adepta da produção empurrada, a primeira medida a ser tomada é a mudança deste sistema para o sistema de produção puxada, onde, só então são implantados os controles visuais de produção e estoque, característicos do Sistema Kanban.

O que é Produção Puxada?

Do inglês “pull system”, a produção puxada controla as operações fabris sem a utilização de estoque em processo.Neste modelo, diferentemente da produção empurrada, o fluxo de materiais ganha relevante importância. Aqui, a demanda gerada pelo cliente é o “start” da produção. O controle de o que, quando e como produzir é determinado pela quantidade de produtos em estoque. Assim, a operação final do processo “percebe” a quantidade de produtos vendidos aos clientes, e que, naturalmente, saíram do estoque, e as produz para repor o consumo gerado.
Desta forma, cada processo produtivo “puxa” as peças fabricadas no processo anterior, eliminando, assim, a programação das etapas do processo produtivo através do MRP. Neste tipo de produção o consumo do cliente é que determina a quantidade produzida, gerando o que chamamos de sistema com nível mínimo de inventário.
A produção puxada surgiu em um cenário onde a qualidade começou a determinar a compra de um produto e a demanda deixou de ser infinita. Assim, tornou-se necessário um modelo produtivo mais avançado e menos estático.
Por fim, faz-se importante ressaltar que é possível utilizar este dois tipos de sistema produtivo em um único sistema, com produção puxada e empurrada em pontos distintos do processo. Esta integração dá-se com a utilização do Sistema Kanban em harmonia com o MRP, entre outros.

Fonte: sobreadministração.com

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Como aumentar a produtividade


Existem dois lados na equação da produtividade: a quantidade de produção e a quantidade de recursos utilizados. A produtividade varia com a quantidade de produção em relação à quantidade de recursos utilizados. A produtividade pode ser aumentada de diversas maneiras, tais como:

I) Aumentar a produção, utilizando a mesma quantidade ou quantidades menores de recursos.
II)  Permitir que a quantidade de recursos utilizados se eleve, desde que a produção se eleve mais.
III) Permitir que a produção decresça contanto que a quantidade de recursos utilizados decresça proporcionalmente.
IV) Reduzir a quantidade de recursos utilizados enquanto a mesma produção é mantida ou aumentada.

Pode-se considerar corretas

(a)  somente as afirmativas I, II e IV.
(b)  somente as afirmativas I, II e III.
(c)  somente as afirmativas I, III e IV.
(d)  somente as afirmativas II, III e IV.
(e)  todas as afirmativas.




Você sabe?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Registro de movimentações de estoque


Na condição de Gerente de Materiais de uma empresa manufatureira você recebe uma proposta para a instalação de dois sistemas informatizados para controle de estoque. Um deles, bastante sofisticado, e o outro somente registra as movimentações de estoque periodicamente.  Considerando as características de sua empresa, você optou pelo primeiro sistema, o mais sofisticado.  Nesse caso, na operação do sistema, a/o

(a)  entrada e a saída de materiais são registradas no final do exercício financeiro.
(b)  entrada dos materiais é registrada numa conta específica intitulada “compras”.
(c)  estoque de materiais é atualizado a cada movimentação feita.
(d)  custo dos materiais consumidos é levantado por ocasião do encerramento do exercício financeiro.
(e)  valor do estoque de materiais é determinado através de levantamento físico.


Você sabe?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Disposição em Lotes


É mais provável que as necessidades dos clientes sejam satisfeitas quando os administradores implementam seus instrumentos modernos mais poderosos. O instrumento moderno cuja lógica exige que subconjuntos e componentes sejam fabricados em lotes muito pequenos e entregues ao estágio seguinte do processo precisamente no momento necessário é a:

a)    reengenharia;
b)    gestão da qualidade total;
c)    operação pontual ou just in time;
d)    fábrica flexível;
e)    logística. 




Você sabe?