sábado, 9 de julho de 2011

Meio de alocar recursos

Robbins (2006, p.32), nas organizações existe um “meio de alocar recursos com base em regras e relações de autoridade”. O autor esclarece que essas regras “criam classificações de cargos, definem programas de remuneração, identifica as pessoas autorizadas, determinam quem pode interagir com quem (...)”, e a isto os
administradores denominam de:


a) Organização
b) Planejamento
c) Hierarquia
d) Normas de conduta

ROBBINS, Stephen P. Comportamento organizacional. Tradução de Reynaldo Marcondes.11ª Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.



Você sabe?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Análise SWOT / Matriz FOFA - Ferramenta Estratégica



Uma vez tive a grande oportunidade de participar de um Planejamento Estratégico em uma empresa e achei muito importante a utilização de ferramentas como Brainstorming, Plano de Ação 5W2H, as cinco forças de Michael Porter, Balanced Scorecard e Matriz FOFA. O mais interessante ao participar de um processo de Planejamento Estratégico é perceber que a Missão, Visão e os objetivos estratégicos são conduzidos ao longo do ano por todos os colaboradores, a essência do planejamento tem um poder de penetrar no pensamento e nas ações das pessoas de forma que a organização como um todo caminhe da direção definida. Esse é um processo fundamental para empresas que pretendem comunicar as partes interessadas do seu negócio o seu pensamento estratégico e colocar todos andando na mesma direção.


A matriz FOFA (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) ou SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats) é uma ferramenta usada para analisar o ambiente externo e interno de uma organização. O seu principal objetivo é mapear quais são as oportunidades do mercado e tentar tirar o máximo proveito delas com as forças internas da organização. Permitir o combate as fraquezas internas, permitindo que a companhia entre num processo de melhoria contínua. As ameaças devem ser também mapeadas evitando que a empresa "seja pega de surpresa" e que possam ter soluções e alternativas previstas em caso de concretização dos fatos negativos.

Vamos ver um passo a passo simples para fazer uma análise FOFA

Passo 1 - Faça um brainstorming olhando para dentro da sua organização e mapeie as forças e fraquezas, é fundamental ter integrantes de diferentes áreas e que conheçam bem seus processos.

Passo 2 - Agora, olhando para fora, repita o brainstorming buscando oportunidades e ameaças no mercado. Quanto as pessoas estão informadas acerca do ambiente externo, mais informação será produzida nessa etapa.

Passo 3 - Defina estratégias que:
  • Aproveitem as oportunidades do mercado;
  • Aproveitem as forças internas;
  • Corrijam as fraquezas internas;
  • Neutralizem ou reduzam o efeito das ameaças externas ou, ainda, possibilitem caminhos alternativos (ter um plano B);

A FOFA tem uma característica fundamental de organizar os brainstormings relacionados a análise do ambiente interno e externo da organização, é uma forma de direcionar as estratégias de acordo com esses ambientes, é uma forma importante de reflexão, atitude e melhoria contínua nas empresas e uma grande geradora de insumos para o processo de elaboração das estratégias.

Aproveitei para deixar aqui no Blog um modelo grátis da Matriz FOFA no Excel que vai ajudar muito nos seus brainstormings. Clique aqui para baixar.

Fonte: www.totalqualidade.com.br

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Gestão de Qualidade Total - TQM


A questão da melhoria da qualidade tem recebido crescente atenção dos executivos nos últimos anos. Surgido no ano de 1950 a Gestão de Qualidade Total se popularizou no ano de 1980 através do uso de estatísticas para analisar variabilidade nos processos de produção. Pode ser resumidamente explicada como a filosofia da administração motivada pelo constante aprimoramento e resposta às necessidades e expectativas do consumidor.

Usada normalmente pelo termo TQM (Total Quality Management) a melhoria dos processos e o envolvimento dos funcionários é a principal engrenagem para que isso aconteça, ela requer que os executivos estimulem os funcionários a compartilhar idéias e a usar na prática suas sugestões.

Na década de 80, no Brasil, cresceu a adesão de empresas pelo modelo de gestão da qualidade total (TQM), que segundo Robbins (2000, p.12) “é uma filosofia de administração motivada pelo constante aprimoramento e resposta às necessidade e expectativas do consumidor”. Considerando este conceito é possível afirmar que entre os elementos básicos da TQM encontram-se:

a) Mensuração precisa, participação passiva dos funcionários, foco intenso na estrutura
b) Mensuração precisa, participação ativa dos funcionários, foco intenso no processo
c) Mensuração precisa, participação passiva dos funcionários, foco intenso na organização
d) Mensuração precisa, participação ativa dos funcionários, foco intenso no cliente


ROBBINS, Stephn. Administração, Mudanças e perspectivas. Editora Saraiva, 1ª edição. 2000.




Você sabe?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Matriz GUT - Melhoramento de Processos

Recentemente utilizei na minha empresa a Matriz GUT (Gravidade, Urgência e Tendência) na priorização dos problemas a serem atacados utilizando também o gráfico de Pareto. A vantagem da matriz GUT é que ela ajuda a avaliar de forma quantitativa os problemas e priorizar a tomada de ações corretivas e preventivas. Eu gosto de utiliza-la antes de utilizar o MASP (Metodologia de Análise e Solução de Problemas), onde eu defino um conjunto de problemas, priorizo e depois aplico o MASP para cada problema.

A GUT classifica os problemas de acordo com três variáveis:

Gravidade - qual o impacto do problema. Impacto pode se referir a imagem, prejuízo financeiro, saúde, segurança e meio ambiente (SMS), etc.

Urgência - refere-se ao prazo. Pergunte: a resolução do problema pode esperar ou deve ser feita imediatamente?

Tendência - é a chance do problema se tornar ainda maior, quanto mais o tempo passar maior ficará o problema.

A escala é crescente sendo, em geral, de 5 para os maiores valores e 1 para os menores valores. Ou seja, um problema extremamente grave, urgentíssimo e com altíssima tendência receberia a seguinte pontuação:

Gravidade = 5
Urgência = 5
Tendência = 5

Ao final é feito um produto dos valores associados a Gravidade, Urgência e Tendência.
(G) X (U) X (T).

No caso acima: 5 X 5 X 5 = 125

Com os problemas pontuados (quantificados) você pode selecionar os que mais impactam através de uma análise pareto. Clique aqui para saber mais

Disponibilizei para download uma planilha gratuita da Matriz GUT com Gráfico de Pareto junto.Clique aqui!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Quem é o Banco Central do Brasil?

E o que o BACEN faz?

Muito se fala dele, mas pouco se conhece a seu respeito. Não, não estamos falando do passado dos políticos! Estamos falando do Banco Central do Brasil, o banco dos bancos, que é aquele que gerencia a maior parte do sistema financeiro nacional. Entenda mais sobre essa instituição tão importante.

Como mencionado por Assaf Neto em seu livro Mercado Financeiro, o BC é como se fosse o “gestor do Sistema Financeiro Nacional”, pois é ele que fiscaliza as entidades participantes do SFN e impõe disciplina sobre suas atividades, podendo penalizar as instituições financeiras. Além disso, é também um órgão executor da política monetária e cambial, por isso também é conhecido como “o Banco dos Bancos”.

O BACEN tem como objetivo zelar pela liquidez da economia e manter as reservas financeiras internacionais em um nível adequado, além de estimular o desenvolvimento e a formação de poupança do país. Algumas de suas principais atribuições são:
  • Emitir papel-moeda e moeda metálica, mediante autorização do CMN;
  • Autorizar o funcionamento das instituições financeiras;
  • Efetuar operações (compra e venda) com Títulos Públicos no mercado aberto (open market);
  • Receber depósitos compulsórios das instituições financeiras, além de realizar as operações de redesconto e empréstimo a essas instituições.

Para mais informações, sugiro o acesso ao site do Banco Central (http://www.bcb.gov.br/) ou nos envie sua pergunta, talvez possamos ajudá-lo!


Um Grande Abraço!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mary Parker Follet e o conceito de circularidade na interação dos seres humanos.


Você já ouviu falar em Mary Parker Follet?

Na década de 1920, Mary Parker Follet foi a única pesquisadora a entender os limites da Administração Científica de Taylor, defendendo a dimensão criativa dos trabalhadores.
No primeiro capítulo de Mary Parker Follet: Profeta do Gerenciamento – que é uma reedição de alguns capítulos de Creative Experience, de 1924 – Follet foi a primeira estudiosa a introduzir o conceito de circularidade na interação dos seres humanos.
O que se entende por comportamento circular são a confrontação e o jogo livre na exposição de idéias em uma discussão aberta. As idéias das pessoas são recolhidas e sobre elas se oferece uma nova “simbiose” que pode ser absorvida por outro. Há uma integração das diferenças. Surgindo um conflito, as soluções só podem ser encontradas somente com a participação de todas as partes, não por meio de uma “psicologia de adaptação”, mas de uma “psicologia de invenção”.
Nessa interação, a dinâmica não responde a uma lógica behaviorista de estímulo e resposta, mas a uma “psicologia de invenção”.
A dinâmica circular que se instaura no grupo pode sugerir duas espirais opostas: um círculo vicioso e negativo, que leva à esterilidade e à desagregação, ou um círculo virtuoso e positivo, que leva à criatividade e ao desenvolvimento.
No momento em que um membro do grupo toma posição frente aos demais, os outros também tomarão uma posição em relação a ele. A hipótese do círculo de desenvolvimento que segue a espiral positiva prevê que o comportamento socialmente integrador em uma pessoa tende a induzir um comportamento análogo – socialmente integrador – nos outros. Instaura-se, assim, um clima favorável que, de acordo com Domenico De Masi, “multiplica e enriquece a troca de informações em todos os níveis, elimina as ameaças e os medos, potencializa a coragem de tentar e errar, atrai do exterior os melhores cérebros, protege os participantes com personalidades mais fracas e os ajuda a permanecer no grupo, determina a sintonia e a ‘extensão de onda’ comum, graças às quais é mais fácil colher as mais sutis intuições, que freqüentemente se revelam resolutivas.”
Os conceitos desenvolvidos por Follet, no início do século passado, foram (re) descobertos por outros estudiosos da Administração anos mais tarde.

Por que poucos conhecem Follet e lembram de sua obra?

A resposta foi dada pelo próprio Peter Drucker, que reconhece em Mary Parker Follet o que ele chamou de “profeta do gerenciamento“.
As idéias, conceitos e preceitos desenvolvidos por Follet foram rejeitados nos anos 30 e 40, e por isso pouca gente houve falar dela hoje em dia. Na verdade, os ensinamentos de Follet eram incompreensíveis, naquela realidade. A sociedade estava dominada por uma crença profunda na luta de classes. Patrões e empregados em eterna posição antagônica.
No Brasil, houve uma tentativa de resgate da obra de Follet. Na década de 90, a Editora Quallitymark lançou Mary Parker Follet: Profeta do Gerenciamento, reunindo as principais passagens de seus livros. Não foi o bastante: o título está fora de circulação e só pode ser encontrado em sebos e bibliotecas – o que eu recomendo, pois a leitura é fascinante e extremamente atual!A questão é que o mundo da Administração não deu a Mary Parker Follet o reconhecimento que lhe é devido. Ela se antecipou a muitos dos “gurus” que hoje veneramos, falando antes o que eles vieram a repetir muitos anos depois

domingo, 3 de julho de 2011

Catequização Financeira

"Qual deverá ser o fim do homem e como ele deverá escolher seus meios? 
O racionalismo econômico, no senso estrito, não tem resposta a essas perguntas, pois implicam motivações e conceitos de valor de uma ordem moral e prática que vão além da exortação irresistível, conquanto vazia, de ser 'econômico'"
Karl Polanyi, The economistic fallacy.

Limitar-me-ei  a enunciar as perguntas que poderá servir como pontos de partida para o bate-papo que aqui se inicia:
Conheço a linguagem e o mercado?
Qual Estado, para qual desenvolvimento?
Qual a força do Estado quando é capaz de salvar bancos privados de uma crise mundial?
Como articular o desenvolvimento interno com uma inserção soberana na economia mundial?
Como obter novas formas de parceria entre o Estado, a sociedade civil e o mundo dos negócios, de forma a fortalecer e realizar todo o potencial das iniciativas locais e das ações civis?
Faz diferença ter a maior potencia do mundo, governada por um negro? E ainda ter  oitava maior economia do mundo administrada por um operário e sucedido por uma mulher como presidente?