segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Entendendo o Endomarketing ou Marketing interno


Nas décadas passadas, as unidades de Recursos Humanos não se preocupavam muito com questões relacionadas à estratégia da empresa, talvez por isso não possuíssem lugar de destaque dentro do planejamento das organizações. Porém, com a constante valorização dos profissionais (capital humano) nas empresas, o RH passou a ter uma importância estratégica muito maior, participando ativamente dos processos decisórios e de gestão das organizações nos dias de hoje.
Tornou-se prática comum a tomada de decisão baseada nos interesses dos funcionários (clientes internos) das empresas, com medidas que buscam a satisfação de suas necessidades básicas, integrando-os ainda mais com a organização, seu produtos e/ou serviços. Por isso, muitas empresas começaram a investir no chamadoEndomarketing, ou Marketing interno.

Mas o que é endomarketing?
O termo endomarketing foi cunhado pela primeira vez por Bekin (1995), em seu livro “Conversando sobre Endomarketing“, onde discute vários pontos do que Philip Kotler chamou de “Marketing Interno das Organizações“.
endomarketing nada mais é do que uma ferramenta de gestão que se utiliza dos princípios básicos do marketing tradicional aliados à gestão estratégica de Recursos Humanos. É voltado exclusivamente para o público interno da empresa, ou seja, seus funcionários, com o objetivo de criar relações entres os trabalhadores e a empresa, compartilhando a cultura da empresa de forma mais direta, criando vínculos emocionais e profissionais mais relevantes para ambas as partes.
Marketing Interno é utilizado muitas vezes para fazer com que os colaboradores internos da empresa conheçam melhor aquilo que a empresa vende, tornando-os uma espécie de experimentadores diretos de tais produtos/serviços. Desta forma, a empresa consegue obter opiniões seguras sobre o que põe no mercado, possibilitando o aperfeiçoamento de seus produtos antes mesmo de colocá-los no mercado.
Porém, não podemos confundir esta ferramenta com o marketing tradicional, uma vez que as estratégias adotadas dependem diretamente do comportamento dos funcionários dentro da empresa e também da cultura organizacional. Não se pode adotar uma mesma estratégia de endomarketing para todas as empresas.

Fonte: www.sobreadministracao.com

domingo, 21 de agosto de 2011

Condição de utilização do empowernent

A internacionalização da economia tem pressionado as organizações a realizar profundas mudanças em diversos aspectos da gestão dos negócios. Várias são as técnicas utilizadas pelas organizações para enfrentar esse novo cenário tais como downsizing, delegação e equipes interfuncionais. Contudo, a utilização dessas técnicas deve, necessariamente, estar companhada de um enfoque gerencial denominado empowernent, que significa o fortalecimento do poder decisório dos indivíduos de uma empresa, tendo como condição inerente e necessária à sua utilização

(a)  a intolerância a erros de decisão.
(b)  a competência decisória dos gestores.
(c)  a circulação restrita das informações gerenciais.
(d)  a flexibilização da missão da empresa.
(e)  a inexistência de sistema de recompensas.

Você sabe?

sábado, 20 de agosto de 2011

Tudo sobre a Teoria dos Dois Fatores de Frederick Herzberg

Com certeza, em sua graduação, você já ouviu falar na Teoria dos Dois Fatores durante as aulas de Recursos Humanos, certo? Então você deve saber um pouco sobre a importância dela para o estudo do comportamento, motivação e satisfação das pessoas nas organizações, não é mesmo? Por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre ela. Fique ligado!
Tudo sobre a Teoria dos Dois Fatores de Frederick HerzbergTeoria dos Dois Fatores foi desenvolvida pelo americanoFrederick Herzberg, sendo publicada em seu livro “A Motivação para Trabalhar” (The Motivation to Work). Tal teoria teve por base entrevistas realizadas com diversos profissionais da área industrial de Pittsburgh. Seu objetivo era identificar os fatores que causavam a satisfação e a insatisfação dos empregados no ambiente de trabalho. Para isso, questionou os entrevistados sobre o que os agradava e os desagradava nas empresas em que trabalhavam.
Herzberg, então, dividiu estes relatos em dois fatores:motivacionais (os que agradavam) e higiênicos (os que desagradavam). Diferentemente de Abraham Maslow, que estudou a satisfação das necessidades das pessoas em diversos campos de sua vida, Herzberg procurou estudar o comportamento e a motivação das pessoas dentro das empresas, especificamente.
Nesta teoria, os fatores higiênicos são aqueles necessários para evitar que o funcionário fique insatisfeito em seu trabalho, porém, eles não são capazes de fazer com que ele se sinta completamente satisfeito. Para o autor, o oposto de satisfação não é a insatisfação, mas nenhuma satisfação. Bem como, o oposto de insatisfação não é a satisfação, mas sim nenhuma insatisfação.
Para facilitar o entendimento, separei abaixo a definição dos dois fatores de Herzberg, escrita pelo professor Marcelo Camacho. Acompanhe:

Fatores higiênicos

Dizem respeito às condições físicas do ambiente de trabalho, salário, benefícios sociais, políticas da organização, clima organizacional, oportunidades de crescimento, etc. Segundo Herzberg, estes fatores são suficientes apenas para evitar que as pessoas fiquem desmotivadas. A ausência desmotiva, mas a presença não é elemento motivador. São chamados fatores insatisfacientes, também conhecidos como extrínsecos ou ambientais.

Fatores Motivacionais

Referem-se ao conteúdo do cargo, às tarefas e às atividades relacionadas com o cargo em si. Incluem liberdade de decidir como executar o trabalho, uso pleno de habilidades pessoais, responsabilidade total pelo trabalho, definição de metas e objetivos relacionados ao trabalho e auto-avaliação de desempenho. São chamados fatores satisfacientes. A presença produz motivação, enquanto a ausência não produz satisfação. Também chamados de intrínsecos.
Vejam o quadro abaixo, que resume bem o que vimos até agora:
Fatores que levam à insatisfação
Fatores que levam à satisfação
Política da Empresa
Crescimento
Condições do ambiente de Trabalho
Desenvolvimento
Relacionamento com outros funcionários
Responsabilidade
Segurança
Reconhecimento
Salário
Realização
Ao final do estudo, Frederick Herzberg concluiu que os fatores que levavam à insatisfação profissional nada tinham a ver com aqueles que influenciavam na produção de satisfação dos trabalhadores. Assim, o autor percebeu que os fatores que causavam a satisfação dos trabalhadores estava relacionado ao seu trabalho, à tarefa desempenhada, sua natureza, responsabilidade, promoção etc.
Herzberg constatou, também, que os fatores que causam a insatisfação dos empregados são puramente ambientais, que não dizem respeito à tarefa desempenhada. São relacionados à natureza das relações interpessoais, condições do ambiente de trabalho, salário etc.
Esta teoria permite inúmeros outros estudos semelhantes. Com certeza, foi um marco na avaliação da satisfação e motivação dos trabalhadores no ambiente de trabalho. Caso tenha alguma observação, deixe um comentário abaixo. Participe!

Fonte: sobreadministração.com

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Registro de movimentações de estoque


Na condição de Gerente de Materiais de uma empresa manufatureira você recebe uma proposta para a instalação de dois sistemas informatizados para controle de estoque. Um deles, bastante sofisticado, e o outro somente registra as movimentações de estoque periodicamente.  Considerando as características de sua empresa, você optou pelo primeiro sistema, o mais sofisticado.  Nesse caso, na operação do sistema, a/o

(a)  entrada e a saída de materiais são registradas no final do exercício financeiro.
(b)  entrada dos materiais é registrada numa conta específica intitulada “compras”.
(c)  estoque de materiais é atualizado a cada movimentação feita.
(d)  custo dos materiais consumidos é levantado por ocasião do encerramento do exercício financeiro.
(e)  valor do estoque de materiais é determinado através de levantamento físico.


Você sabe?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Matriz análise SWOT – Guia completo


Os ambientes que circundam a empresa devem sempre ser estudados por seus gestores, principalmente quem está começando a empreender. Isto é necessário porque, geralmente, tudo é novo para o empreendedor. E ter uma forma de analisar o ambiente em que está inserindo o seu negocio é uma arma fundamental para ampliar o ciclo de vida da empresa.
Uma das ferramentas que possibilita esta analise é a matriz SWOT (anagrama para os termos Strenghts, Weaknesses, Opportunities e Threats. Em português: Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças).  Desenvolvida na escola de negócios de Harvard na década de 70, passou desde então a ser obrigatória dentro das cadeiras de ensino de planejamento estratégico das escolas de negócios.
Matriz SWOT funciona montando inicialmente um inventário de todas as forças e fraquezas internas da organização. Por exemplo, um atendimento de primeira é uma força de sua empresa, uma vez que além de ser um ponto positivo, ela possibilita sua influência direta, seja em treinamento ou metodologias. Posteriormente é feita uma averiguação das ameaças e oportunidades que circundam sua empresa, no mercado e no ambiente global.
O principal objetivo da matriz SWOT é permitir um olhar objetivo das forças que compõem o seu negócio, isto possibilita que você possa desenvolver e firmar bem sua estratégia empresarial.
Agora vamos analisar cada uma das partes da Matriz SWOT:

Forças

A força descreve quais as competências mais fortes da sua empresa, aquelas que estão sobre sua influência. Uma forma de encontrá-las é utilizando as seguintes perguntas:
  • O que você faz bem?
  • O que sua empresa tem de melhor está sob seu comando?
  • Quais são os recursos que você tem?
  • O que possui melhor que seus concorrentes?
  • O que faz os clientes voltarem à sua empresa?
Com estas respostas você consegue desenvolver esta parte da análise, sempre lembrando que quanto maior a vantagem competitiva que uma força lhe traz, mais importante ela é dentro da análise.

Fraquezas

As fraquezas são as competências que estão sobre sua influência mas que, de alguma forma, atrapalham e/ou não geram vantagem competitiva. Você pode encontrá-las fazendo as seguintes perguntas:
  • Meus funcionários são capacitados para suas funções?
  • Onde eu deveria melhorar minha empresa?
  • Por que meus clientes escolhem os concorrentes?
  • Quais são as deficiências dos meus colaboradores?
  • Por que os clientes não voltam depois de uma compra?
As fraquezas devem ser bem estudadas e mensuradas, pois muitas vezes é possível revertê-las em forças. Uma pequena parte das causas costuma causar a maior parte dos problemas.

Oportunidades

As oportunidades são as forças externas à empresa que influenciam positivamente sua organização, mas que não temos controle sobre elas. As oportunidades muitas vezes podem vir através de algum aspecto econômico novo, como o advento da classe média, o aumento do número de filhos dos consumidores, a melhoria da renda e do crédito, entre outros. Outro fator que pode influenciar o fomento de oportunidades são as ações políticas do governo, como a escolha de investir em infra-estrutura.

Ameaças

As ameaças são as forças externas que não sofrem sua influência e que pesam negativamente para sua empresa. Elas podem ser consideradas como um desafio imposto à empresa e que pode deteriorar sua capacidade de gerar riqueza. Devem ser constantemente monitorada pelos gestores, pois, muitas vezes, podem apresentar um risco muito maior que a capacidade de retorno.
Por exemplo, para uma empresa importadora, uma forte desvalorização da moeda pode causar um aumento muito forte no custo de aquisição, em um cenário onde não é possível repassar este valor ao mercado, deteriorando assim as margens da empresa. Por isso, é importante que a empresa crie políticas que possam combater as ameaças. Como no exemplo anterior, onde ela poderia ter feito uma proteção cambial (Hedge) para manter suas margens em segurança.
Como montar a análise SWOT
Hoje vou apresentar um modelo diferente do tradicional. Ele é desenvolvido da seguinte forma:
  1. Liste na coluna 1 cada um dos fatores estratégicos desenvolvidos em suas tabelas‐resumo dos fatores internos e externos;
  2. Defina na coluna 2 o peso de cada fator 1,0 (mais importante) a 0,0 (não importante), baseando‐se no provável impacto dessa característica sobre a posição estratégica da empresa. Os pesos totais devem somar 1,00;
  3. Classifique cada fator, de 5 (excelente) a 1 (fraco), na coluna 3, baseando‐se na resposta da empresa a esse fator;
  4. Multiplique o peso de cada fator por sua respectiva classificação para obter a pontuação ponderada de cada fator e colocar o resultado na coluna 4;
  5. Na coluna 5 (comentários) expor as razões do uso de cada fator;
  6. Acrescente a pontuação ponderada para obter a pontuação total da empresa na coluna 4, isso mostrará como a empresa está lidando com os fatores estratégicos.
Podemos ter um exemplo desta metodologia abaixo:
Imagine uma  pequena empresa de logística que atua em uma pequena cidade, abaixo está seu quadro de Forças e Fraquezas:
Coluna 1Coluna 2Coluna 3Coluna 4Coluna 5
Forças
Cultura de TQM0,2541,00Cultura da organização é a chave para o sucesso.
Adm. Experiente0,2040,80Conhecem do negócio
Relação com funcionários0,1040,40Todos demonstram comprometimento
Pós-venda0,1030,30Bom, mas poderia melhorar com novas ferramentas de CRM
Fraquezas
Distribuição0,2010,20Ruim, a frota de veículos esta sendo insuficiente
Operação0,1520,30Mesmo motivados os funcionário não estão sendo eficientes por conta do maquinário defasado
Instalações0,1010,10As instalações estão em um estado muito ruim, demonstrando infiltrações
Segue agora o quadro de Oportunidades e Ameaças da mesma empresa:
Coluna 1Coluna 2Coluna 3Coluna 4Coluna 5
Oportunidades
Concorrentes0,2541,00Poucos concorrentes na cidade.
Investimentos em infra-estrutura0,2040,80O governo tem feito melhorias nas ruas da cidade.
Incentivos fiscais0,1040,40Existem linhas de crédito especifico com boas oportunidades para o ramo de atividade da empresa
Aumento da demanda de clientes0,1030,30A demanda tem se mostrado crescente desde o inicio das atividades e tendem a aumentar junto ao crescimento da cidade.
Ameaças
Novos entrantes0,2010,20Com o aumento da demanda, novos competidores podem entrar no mercado.
Clientes0,1520,30A falta de estrutura interna para aumentar a eficácia da operação pode espantar alguns clientes.
Classificação final da situação da empresa
1-      Ruim2-Abaixo da média3-Média4-Muito boa5- Excelente
Após finalizar a matriz SWOT, é feito o somatório dos valores da coluna 4, onde são somadas as oportunidades e forças e subtraído as ameaças e fraquezas que, neste caso, apresentou o valor de 3.9. Ou seja, a empresa do nosso exemplo está numa situação média, onde estão a maioria das empresas brasileiras, mas que com a melhoria dos pontos fracos e aproveitando as oportunidades pode facilmente ir par o nível 4 ou 5.
E você leitor, quais experiências você pode nos apresentar com a matriz SWOT? O que você sugere para melhorar a empresa em questão? Comente!
Fonte: www.sobreadministracao.com

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Teorias Gerais de Administração

1. Segundo as Teorias Gerais de Administração, é correto afirmar que:

a) A Teoria Estruturalista inicia os estudos sobre a interação organização-ambiente e a concepção incipiente da organização como um sistema aberto.
b) Na Teoria Comportamental, a organização é estudada sob o prisma de um sistema de trocas de alicientes e de contribuições dentro de uma complexa trama de decisões.
c) A Teoria Clássica marca um retorno aos postulados clássicos devidamente atualizados e realinhados em uma perspectiva de inovação e adaptação à mudança.
d) A Teoria de Sistemas caracteriza-se pela preocupação fundamental com a construção de modelos abertos mais ou menos definidos e que interagem dinamicamente com o ambiente.





2. Assinale a alternativa CORRETA, segundo as Teorias da Administração. 

a) A Administração Científica começou em 1903 com os estudos de Henry Fayol.

b) A impessoalidade no relacionamento e o caráter formal do processo de comunicação são duas características da Teoria da Burocracia.
c) A Teoria Estruturalista, assim como a Teoria da Burocracia, valoriza os aspectos formais e informais da organização.
d) Dentro da evolução histórica da administração, as empresas atuais estão sendo regidas única e exclusivamente pelo modelo da Teoria Contingencial, pois foi a última escola a aparecer (1972).





3. Relacione as colunas e depois assinale a alternativa CORRETA. 

  (I) Frederick W. Taylor       (   ) Teoria Burocrática 
 (II) Henry Fayol                   (   ) Teoria Científica 
(III) Elton Mayo                    (   ) Escola das Relações Humanas 
(IV) Max Weber                   (   ) Teoria Clássica 

A.(  ) I, II, III, IV. 
B.(  ) IV, I, III, II. 
C.(  ) IV, I, II, III. 
D.(  ) I, IV, III, II. 



Você sabe?




1. R.: C


2. R.: B


3. R: B

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Fases do planejamento estratégico


A figura abaixo representa esquematicamente as fases para elaboração e implementação do planejamento estratégico. Observe:

A opção que contém a seqüência correta das quatro fases é:
a)    Missão da empresa, Diagnóstico estratégico, Instrumentos prescritivos e quantitativos, e Controle e avaliação.
b)    Diagnóstico estratégico, Missão da empresa, Instrumentos prescritivos e quantitativos, e Controle e avaliação.
c)    Instrumentos prescritivos e quantitativos, Diagnóstico estratégico, Missão da empresa, e Controle e avaliação.
d)    Missão da empresa, Controle e avaliação, Instrumentos prescritivos e quantitativos, e Diagnóstico estratégico.

Você sabe?