terça-feira, 6 de setembro de 2011

Produção puxada e empurrada – Conceito e aplicação

POR GUSTAVO PERIARD,

Você sabe o que significam os termos “Produção puxada” e “Produção empurrada”? Este é um assunto de grande importância para o planejamento de produção das empresas. Dois modelos distintos que determinam diversos aspectos em uma empresa.
É um conceito muito cobrado, também, em concursos públicos, como foi no último concurso da Petrobrás, realizado no dia 16/05/10. Por isso, trouxe um pouco do conceito e aplicação destes modelos de produção para vocês. Acompanhem:

O que é Produção Empurrada?

Do inglês “push system”, o sistema de Produção Empurrada é determinado a partir do comportamento do mercado.Neste modelo, a produção em uma empresa começa antes da ocorrência da demanda pelo produto. Ou seja, a produção depende de uma ordem anteriormente enviada, geralmente advinda de um sistema MRP (Material Requirement Planning). Após o recebimento de tal ordem, é feita a produção em lotes de tamanho padrão. Aqui não existe qualquer relação com a real demanda dos clientes da empresa.
O chamado fluxo contínuo de produção também não tem importância neste modelo de produção, uma vez que a produção ocorre isoladamente em cada unidade fabril utilizada no processo. Desta forma, é enviada uma ordem de produção ao setor responsável, que produz os itens e depois os “empurra” para a próxima etapa do processo produtivo, daí o nome “produção empurrada”. O controle do que deve ser produzido, qual quantidade e em que momento, é realizado pelo MRP.
Os lead times deste tipo de produção precisam ser conhecidos antecipadamente, uma vez que as quantidades produzidas sem o conhecimento da real demanda dependerão dos materiais fornecidos. A produção empurrada é conhecida como um sistema de inventário zero, mesmo isto não sendo um fato real.
Este modelo de produção surgiu no início da era industrial, onde a qualidade dos produtos não importava muito, uma vez que existia uma demanda praticamente infinita em um mercado sem competição. O volume dos produtos produzidos para atender à esta demanda era a única preocupação das indústrias.
Produção puxada e empurrada   Conceito e aplicação
Quando da implementação de um Sistema Kanban em uma empresa adepta da produção empurrada, a primeira medida a ser tomada é a mudança deste sistema para o sistema de produção puxada, onde, só então são implantados os controles visuais de produção e estoque, característicos do Sistema Kanban.

O que é Produção Puxada?

Do inglês “pull system”, a produção puxada controla as operações fabris sem a utilização de estoque em processo.Neste modelo, diferentemente da produção empurrada, o fluxo de materiais ganha relevante importância. Aqui, a demanda gerada pelo cliente é o “start” da produção. O controle de o que, quando e como produzir é determinado pela quantidade de produtos em estoque. Assim, a operação final do processo “percebe” a quantidade de produtos vendidos aos clientes, e que, naturalmente, saíram do estoque, e as produz para repor o consumo gerado.
Desta forma, cada processo produtivo “puxa” as peças fabricadas no processo anterior, eliminando, assim, a programação das etapas do processo produtivo através do MRP. Neste tipo de produção o consumo do cliente é que determina a quantidade produzida, gerando o que chamamos de sistema com nível mínimo de inventário.
A produção puxada surgiu em um cenário onde a qualidade começou a determinar a compra de um produto e a demanda deixou de ser infinita. Assim, tornou-se necessário um modelo produtivo mais avançado e menos estático.
Por fim, faz-se importante ressaltar que é possível utilizar este dois tipos de sistema produtivo em um único sistema, com produção puxada e empurrada em pontos distintos do processo. Esta integração dá-se com a utilização do Sistema Kanban em harmonia com o MRP, entre outros.

Fonte: sobreadministração.com

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Empowerment

O empowerment fundamenta-se no poder, na motivação, na liderança e no desenvolvimento das pessoas nas organizações. Com ele as pessoas tornam-se parceiras  das organizações e assumem  novas responsabilidades, como por exemplo a melhoria contínua do trabalho. É correto afirmar que empowerment:

a) Também pode ser chamado de “empoderamento” das pessoas, aumenta o controle, incrementa a auto-estima e impulsiona a qualidade dentro da organização.
b) Não pode ser chamado de “empoderamento” das pessoas, aumenta o controle, incrementa a auto-estima e impulsiona a qualidade dentro da organização.
c) Também pode ser chamado de “empoderamento” das pessoas, diminui o controle, incrementa a auto-estima e impulsiona a qualidade dentro da organização.
d) Não pode ser chamado de “empoderamento” das pessoas, diminui o controle, incrementa a auto-estima e impulsiona a qualidade dentro da organização. 


Você sabe?



domingo, 4 de setembro de 2011

Composto Mercadológico - Mix de Marketing - 4 P’s


O composto mercadológico ou mix de marketing foi formulado primeiramente por Jerome McCarthy em seu livro Basic Marketing (1960) e trata do conjunto de pontos de interesse para os quais as organizações devem estar atentas se desejam perseguir seus objetivos de marketing. O composto é dividido em 4 secções frequentemente chamadas dos "4 P’s”. Elas são: Produto, Preço, Praça (distribuição) e promoção.


Produto

Produto é qualquer coisa entregue a um consumidor que venha ao encontro de suas necessidades e desejos, podendo ser tangível ou não.

Ao fazer-se referência a produto, no contexto do marketing mix, está-se falando, na verdade, um conjunto de características, algumas tangíveis, outras intangíveis, que constituem o produto, tais como garantias, serviços, embalagem, acessórios de qualquer tipo etc. O produto pra marketing transcende sua forma externa. (ROCHA E CRISTENSEN, 1999, p.86).

Portanto, o importante do produto é ele funcionar como um objeto de troca entre cliente e organização, e que como resultado traga satisfação para ambas as partes.
“Produto é qualquer coisa que possa ser oferecida ao mercado para satisfazer uma necessidade ou um desejo. O conceito de produto não se limita a objetivos físicos qualquer coisa capaz de satisfazer uma necessidade pode ser chamada de produto.” (Kotler, 2000, P.13).


Promoção

É uma ferramenta de marketing que tem como utilidade informar os consumidores sobre o produto, buscando meios de atingir seu interesse; despertando o desejo e posteriormente o ato da compra.
Esta ferramenta segundo Cobra (1997) serve para “informar, motivar e persuadir”. Consiste nas diferentes combinações dos instrumentos disponíveis; como a propaganda, promoção, merchandising, venda pessoal e relações públicas, tudo com o objetivo de atingir bons resultados mercadológicos.
A promoção busca resultados de curto prazo com o aumento de vendas, e trazer algum diferencial no produto.
Propaganda é o conjunto de atividades utilizadas para transmitir mensagens ao público-alvo; ou seja, pode ser feita de inúmeras maneiras; como jornal, rádio, TV e revistas.
Merchandising são atividades relacionadas ao ponto de venda e deve trazer resultados rápidos e atingir o consumidor no ato da opção de compra.
Venda Pessoal é ter um público-alvo definido, que pode ser interno e externo. Neste, os produtos são criados especificamente para determinado cliente.
Relações Públicas busca transmitir uma imagem favorável da empresa e da marca, conquistando a confiança e uma boa relação com público-alvo.


Preço

A relação do preço está muito ligada ao sucesso das estratégias de marketing, pois os consumidores sabem muito bem qual é o valor que está disposto a desembolsar por determinado produto.

É preciso que o preço, divulgado pelas listas de preços a clientes e a consumidores, seja justo e proporcione descontos estimulantes à compra dos produtos ou serviços ofertados, com subsídios adequados e períodos (prazos) de pagamento e termos de crédito efetivamente atrativo. (COBRA, 1997, p.43).

No mercado consumidor, quem impõe os preços é o próprio mercado, e quem estiver com preço elevado ou abaixo pode acabar “engolido” pela concorrência.

A muito tempo o mercado vem impondo as regras de preço nos produtos, não são mais as empresas que escolhem por quanto vão vender seus produtos, salvo algumas exceções. Algumas das armas para conseguir uma diferença de preço com os demais produtos concorrentes é agregar valor no produto. “O preço é um dos atributos usados pelo consumidor para avaliar a qualidade do produto.” (ROCHA E CHRISTENSEN, 1999, p. 1999).

Através de quanto o mercado está proposto a pagar e de que preço a concorrência pratica e o valor agregado que o produto possui, será estipulado por quanto à empresa deve praticar seu preço para alcançar seus objetivos.


Praça

A praça é o local utilizado para que se desenvolva o negócio e envolve o microambiente no qual ele está inserido.
“A função básica de um canal de distribuição é escoar a produção de bens em geral, sejam bens de consumo, sejam bens industriais ou ainda serviços.” (COBRA, 1992, p. 491).
Uma definição mais recente, do ponto de vista gerencial, define o canal como a organização externa negocial, gerenciada pela empresa, para atingir seus objetivos de distribuição. Trata-se, portanto, de rede externa à empresa, que cumpre funções de negociação, tais como compra, venda, precificação e estocagem de mercadorias. (ROCHA E CHRISTENSEN, 1999, p. 129).

É o modo usado para a distribuição e que se utiliza para ofertar os produtos aos consumidores, como lugar e maneira de distribuição. “Canais de marketing são conjuntos de organizações interdependentes envolvidos no processo de tornar um produto ou serviço disponível para uso ou consumo.” (Stern e El-Ansary apud Kotler 1998, p.466).

Segundo Kotler, 2000, os canais de marketing desempenham várias funções-chaves:
• Informação: coleta de dados sobre o micro-ambiente e o macro-ambiente.
• Promoção: meios de comunicação usados para atrair os consumidores
• Negociação: acordo realizado sobre a forma que será transferido e pago o produto envolvido na transação.
• Pedido: Comunicação da intenção de compra
• Financiamento: Obtenção de fundos para efetuar a transferência de valores na transação.
• Riscos: aceitação dos desafios envolvidos ao canal de distribuição.
• Propriedade física: área onde ocorre todo o ciclo do produto e as transações.
• Pagamento: unidade de valor utilizada para a troca pelo produto ofertado.
Estas funções são de grande importância para o desenvolvimento das estratégias de marketing, servindo como uma guia no planejamento.


ROCHA, Ângela da.; CHRISTENSEN, Carl. Marketing: teoria e prática no Brasil. 2. ed. São
Paulo: Atlas, 1999.
KOTLER, Philip. Administração de marketing: a edição do novo milênio. São Paulo: Prentice
Hall, 2000
COBRA, Marcos Henrique Nogueira. Marketing básico: uma perspectiva brasileira. 4 ed. São Paulo: Atlas, 1997

sábado, 3 de setembro de 2011

Estruturas das Organizações


As estruturas das organizações, na perspectiva da teoria contingencial, podem adequar-se a diferentes situações. A partir deste princípio afirma-se que os fatores que determinam o modelo de organização são:

a) Tecnologia, liderança, ambiente e fator humano.
b) Tecnologia, estratégia, liderança, fator humano.
c) Tecnologia, estratégia, ambiente e liderança.
d) Tecnologia, estratégia, ambiente e fator humano.

Você sabe?

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Eficiência e eficácia


Eficiência e eficácia são dois conceitos presentes e necessários na ciência da administração, tanto quanto em sua prática. Em geral os administradores esperam que seus funcionários sejam eficientes e eficazes e, que isto resulte na eficiência e eficácia da organização (como um todo). Portanto, afirma-se que:

a) Eficácia gerencial é o mesmo que eficácia organizacional.
b) Eficácia organizacional é o mesmo que eficiência gerencial.
c) Eficácia gerencial não é o mesmo que eficácia organizacional.
d) Eficácia organizacional diz respeito às metas e eficiência do gerente.

Você sabe?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ambientes da Organização

Organizações não existem no vácuo;
Elas estão inseridas em ambientes;
Ambiente é o universo que envolve a organização;
Por não estarem isoladas e não serem auto-suficientes elas precisam trocar com os elementos do ambiente em que estão inseridas (sistemas abertos).
Como as organizações não podem compreender, tampouco dominar todos os elementos dos ambientes, elas selecionam os ambientes em que desejam operar;
 Esse reducionismo permite compreender uma amostra do ambiente, capaz de ser interpretada pela organização;
 As organizações delimitam o seu nicho de atuação.

AMBIENTE EXTERNO DAS ORGANIZAÇÕES
Ambiente Direto, ou Específico, ou Imediato, ou Tarefa: o mais próximo no qual a organização realiza suas operações diárias;
 Ambiente Geral, ou Indireto, ou Maior, ou Macro-ambiente: mais distante. Exerce influência sobre as organizações, mas é pouco influenciado por elas.
  Fatores ambientais macroambiente:
          TECNOLOGIA: interna ou externa;
           POLÍTICAS: empresariais, desenvolvimento, etc.;
           ECONÔMICAS: incentivo a setores econômicos, financiamentos, recessão e escassez;
          LEGAIS: tributárias, restritivas, liberalizantes, etc.
           SOCIAIS: estrutura sócio-econômica; condições de vida da população; estrutura de consumo; estilo de vida, etc.
           DEMOGRÁFICAS: densidade populacional, mobilidade social, natalidade e mortalidade, etc.
           ECOLÓGICA: legislação, pressão da sociedade, escassez de recursos naturais, etc.

Fatores ambientais imediato:
          CLIENTES: volúveis, esporádicos, fiéis, sazonais;
           CONCORRENTES: diretos, alternativos ou substitutos;
           FORNECEDORES: exclusivos, diversificados, de serviços, etc.
           Stakeholders: internos e externos;
           Grupos regulamentadores: sindicatos, conselhos profissionais, associações profissionais ou patronais, etc.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Planejamento de Recursos Humanos

São fatores que intervêm no planejamento de Recursos Humanos (RH) e que devem ser considerados por uma empresa: 

(a)  absenteísmo e rotatividade de pessoal. 
(b)  motivação e atitude do pessoal. 
(c)  férias e rotatividade de pessoal. 
(d)  absenteísmo e motivação do pessoal. 
(e)  somente cargos e salários. 


Você sabe?