terça-feira, 5 de julho de 2011

Quem é o Banco Central do Brasil?

E o que o BACEN faz?

Muito se fala dele, mas pouco se conhece a seu respeito. Não, não estamos falando do passado dos políticos! Estamos falando do Banco Central do Brasil, o banco dos bancos, que é aquele que gerencia a maior parte do sistema financeiro nacional. Entenda mais sobre essa instituição tão importante.

Como mencionado por Assaf Neto em seu livro Mercado Financeiro, o BC é como se fosse o “gestor do Sistema Financeiro Nacional”, pois é ele que fiscaliza as entidades participantes do SFN e impõe disciplina sobre suas atividades, podendo penalizar as instituições financeiras. Além disso, é também um órgão executor da política monetária e cambial, por isso também é conhecido como “o Banco dos Bancos”.

O BACEN tem como objetivo zelar pela liquidez da economia e manter as reservas financeiras internacionais em um nível adequado, além de estimular o desenvolvimento e a formação de poupança do país. Algumas de suas principais atribuições são:
  • Emitir papel-moeda e moeda metálica, mediante autorização do CMN;
  • Autorizar o funcionamento das instituições financeiras;
  • Efetuar operações (compra e venda) com Títulos Públicos no mercado aberto (open market);
  • Receber depósitos compulsórios das instituições financeiras, além de realizar as operações de redesconto e empréstimo a essas instituições.

Para mais informações, sugiro o acesso ao site do Banco Central (http://www.bcb.gov.br/) ou nos envie sua pergunta, talvez possamos ajudá-lo!


Um Grande Abraço!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mary Parker Follet e o conceito de circularidade na interação dos seres humanos.


Você já ouviu falar em Mary Parker Follet?

Na década de 1920, Mary Parker Follet foi a única pesquisadora a entender os limites da Administração Científica de Taylor, defendendo a dimensão criativa dos trabalhadores.
No primeiro capítulo de Mary Parker Follet: Profeta do Gerenciamento – que é uma reedição de alguns capítulos de Creative Experience, de 1924 – Follet foi a primeira estudiosa a introduzir o conceito de circularidade na interação dos seres humanos.
O que se entende por comportamento circular são a confrontação e o jogo livre na exposição de idéias em uma discussão aberta. As idéias das pessoas são recolhidas e sobre elas se oferece uma nova “simbiose” que pode ser absorvida por outro. Há uma integração das diferenças. Surgindo um conflito, as soluções só podem ser encontradas somente com a participação de todas as partes, não por meio de uma “psicologia de adaptação”, mas de uma “psicologia de invenção”.
Nessa interação, a dinâmica não responde a uma lógica behaviorista de estímulo e resposta, mas a uma “psicologia de invenção”.
A dinâmica circular que se instaura no grupo pode sugerir duas espirais opostas: um círculo vicioso e negativo, que leva à esterilidade e à desagregação, ou um círculo virtuoso e positivo, que leva à criatividade e ao desenvolvimento.
No momento em que um membro do grupo toma posição frente aos demais, os outros também tomarão uma posição em relação a ele. A hipótese do círculo de desenvolvimento que segue a espiral positiva prevê que o comportamento socialmente integrador em uma pessoa tende a induzir um comportamento análogo – socialmente integrador – nos outros. Instaura-se, assim, um clima favorável que, de acordo com Domenico De Masi, “multiplica e enriquece a troca de informações em todos os níveis, elimina as ameaças e os medos, potencializa a coragem de tentar e errar, atrai do exterior os melhores cérebros, protege os participantes com personalidades mais fracas e os ajuda a permanecer no grupo, determina a sintonia e a ‘extensão de onda’ comum, graças às quais é mais fácil colher as mais sutis intuições, que freqüentemente se revelam resolutivas.”
Os conceitos desenvolvidos por Follet, no início do século passado, foram (re) descobertos por outros estudiosos da Administração anos mais tarde.

Por que poucos conhecem Follet e lembram de sua obra?

A resposta foi dada pelo próprio Peter Drucker, que reconhece em Mary Parker Follet o que ele chamou de “profeta do gerenciamento“.
As idéias, conceitos e preceitos desenvolvidos por Follet foram rejeitados nos anos 30 e 40, e por isso pouca gente houve falar dela hoje em dia. Na verdade, os ensinamentos de Follet eram incompreensíveis, naquela realidade. A sociedade estava dominada por uma crença profunda na luta de classes. Patrões e empregados em eterna posição antagônica.
No Brasil, houve uma tentativa de resgate da obra de Follet. Na década de 90, a Editora Quallitymark lançou Mary Parker Follet: Profeta do Gerenciamento, reunindo as principais passagens de seus livros. Não foi o bastante: o título está fora de circulação e só pode ser encontrado em sebos e bibliotecas – o que eu recomendo, pois a leitura é fascinante e extremamente atual!A questão é que o mundo da Administração não deu a Mary Parker Follet o reconhecimento que lhe é devido. Ela se antecipou a muitos dos “gurus” que hoje veneramos, falando antes o que eles vieram a repetir muitos anos depois

domingo, 3 de julho de 2011

Catequização Financeira

"Qual deverá ser o fim do homem e como ele deverá escolher seus meios? 
O racionalismo econômico, no senso estrito, não tem resposta a essas perguntas, pois implicam motivações e conceitos de valor de uma ordem moral e prática que vão além da exortação irresistível, conquanto vazia, de ser 'econômico'"
Karl Polanyi, The economistic fallacy.

Limitar-me-ei  a enunciar as perguntas que poderá servir como pontos de partida para o bate-papo que aqui se inicia:
Conheço a linguagem e o mercado?
Qual Estado, para qual desenvolvimento?
Qual a força do Estado quando é capaz de salvar bancos privados de uma crise mundial?
Como articular o desenvolvimento interno com uma inserção soberana na economia mundial?
Como obter novas formas de parceria entre o Estado, a sociedade civil e o mundo dos negócios, de forma a fortalecer e realizar todo o potencial das iniciativas locais e das ações civis?
Faz diferença ter a maior potencia do mundo, governada por um negro? E ainda ter  oitava maior economia do mundo administrada por um operário e sucedido por uma mulher como presidente?

sábado, 2 de julho de 2011

Abordagens Explicativas e Descritivas das Teorias da Administração


ABORDAGENS EXPLICATIVAS E DESCRITIVAS
ASPECTOS PRINCIPAIS
TEORIA DA BUROCRACIA
TEORIA ESTRUTURALISTA
TEORIA COMPORTAMENTAL
TEORIA DOS SISTEMAS
TEORIA DA CONTINGÊNCIA
Ênfase:
Na estrutura organizacional
Na estrutura e no ambiente
Nas pessoas e no ambiente
No ambiente
No ambiente e na tecnologia, sem desprezar as tarefas, as pessoas e a estrutura
Abordagem da Organização:
Organização formal
Organização formal e informal
Organização formal e informal
Organização como sistema
Variável dependente do ambiente e da tecnologia
Conceito de Organização:
Sistema social como conjunto de funções oficializadas
Sistema social intencionalmente construído e reconstruído
Sistema social cooperativo e racional
Sistema aberto
Sistema aberto e sistema fechado
Características Básicas da Administração:
Sociologia da burocracia
Sociedade de organizações e abordagem múltipla
Ciência Comportamental aplicada
Abordagem sistêmica: a administração de sistemas
Abordagem contingencial: Administração contingencial
Concepção de Homem:
Homem Organizacional
Homem Organizacional
Homem Administrativo
Homem Funcional
Homem Complexo
Comportamento Organizacional do Indivíduo:
Ser isolado que reage como ocupante de cargo e de posição
Ser social que vive dentro de organizações
Ser racional tomador de decisões quanto à participação nas organizações
Desempenho de papéis
Desempenho de papéis
Sistema de Incentivos:
Incentivos materiais e salariais
Incentivos mistos, tanto materiais como sociais
Incentivos mistos
Incentivos mistos
Incentivos mistos
Relação entre objetivos organizacionais e objetivos individuais:
Não há conflito perceptível. Prevalência dos objetivos da organização
Conflitos inevitáveis e mesmo desejáveis que levam à inovação
Conflitos possíveis e negociáveis. Relação e  equilíbrio entre eficácia e eficiência
Conflitos de papéis
Conflitos de papéis
Resultados almejáveis:
Máxima eficiência
Máxima eficiência
Eficiência satisfatória
Máxima eficiência
Eficiência e eficácia
ABORDAGENS EXPLICATIVAS E DESCRITIVAS
Tabela: Esquema Comparativo das Teorias da Administração
Fonte: CHIAVENATO, I. São Paulo:McGraw-Hill,1993, 627

Abordagens Prescritivas e Normativas das Teorias da Administração



ABORDAGENS PRESCRITIVAS E NORMATIVAS
ASPECTOS PRINCIPAIS
TEORIA CLÁSSICA
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
TEORIA NEOCLÁSSICA
Ênfase:
Nas tarefas e na estrutura organizacional
Nas pessoas
No ecletismo: tarefas, pessoas e estruturas
Abordagem da Organização:
Organização formal
Organização informal
Organização formal e informal
Conceito de Organização:
Estrutura formal como conjunto de órgãos, cargos e tarefas
Sistema social como conjunto de papéis
Sistema social com objetivos a alcançar
Características Básicas da Administração:
Engenharia humana / engenharia da produção
Ciência social aplicada
Técnica social básica e administração por objetivos
Concepção de Homem:
Homo Economicus
Homo Social
Homem Organizacional e Administrativo
Comportamento Organizacional do Indivíduo:
Ser isolado que reage como indivíduo (atomismo tayloriano)
Ser social que reage como membro de grupo social
Ser racional e social voltado para o alcance de objetivos individuais e organizacionais
Sistema de Incentivos:
Incentivos materiais e salariais
Incentivos sociais e simbólicos
Incentivos mistos, tanto materiais como sociais
Relação entre objetivos organizacionais e objetivos individuais:
Identidade de interesses. Não há conflito perceptível
Identidade de interesses. Todo conflito é indesejável e deve ser evitado
Integração entre objetivos organizacionais e objetivos individuais
Resultados almejáveis:
Máxima eficiência
Satisfação do operário
Eficiência e eficácia
ABORDAGENS PRESCRITIVAS E NORMATIVAS
Tabela: Esquema Comparativo das Teorias da Administração
Fonte: CHIAVENATO, I. São Paulo:McGraw-Hill,1993, 627

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Juramento e a Oração do Administrador


No dia  08 de Maio de  1978 em Brasilia, a Assembleia de Presidentes de Conselho de Administração,Federal e Regionais, aprovou em sua segunda reunião,o juramento do Administrador,nos termos propostos pelo CRA/SP.
O juramento é feito na formatura onde acontece a  transformação de estudante de Administração para Administrador,constituindo em si o dever de iniciar a sua profissão com respeito,responsabilidade,obediência e compromisso. Afima livremente mas enfaticamente sua integral  dedicação aos postulados da profissão o respeito aos seus valores morais,legais e tecnicos.Procurando fazer da profissão razão de orgulho,para que seja sempre respeitada,admirada e valorizada. No sentido que  possamos elevar cada vez mais a profissão de Administrador ,honrando a formação profissional que escolhemos. Segue abaixo o Juramento:

Prometo dignificar minha profissão, consciente de minhas responsabilidades legais; observar o Código de Ética, objetivando o aperfeiçoamento da Ciência da Administração, o desenvolvimento das instituições e a grandeza do homem e da pátria.”



ORAÇÃO DOS ADMINISTRADORES.

Senhor, diante das organizações devo ter CONSCIÊNCIA de minhas responsabilidades como ADMINISTRADOR. Reconheço minhas limitações, mas humildemente, junto com meus companheiros de trabalho busco o consenso para alcançar a SOLUÇÃO e tornar o trabalho menos penoso e mais produtivo:Senhor, despido de egoísmo quero crescer, fazendo crescer, também, os que me cercam e que são a razão de minha escolha profissional;Senhor, ADMINISTRE o meu coração para que ele siga o caminho do bem, pois, a mim caberá realizar obras sadias para tornar as organizações cada vez melhores e mais humanas.

Bem Vindos

Bem vindos amiguinhos a este novo meio de conversação